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Método na Mídia
Expansão Hospital Sírio Libanês
07/02/2012
Expansão Hospital Sírio Libanês

A meta é ousada. Expandir a área da unidade da Bela Vista do Hospital Sírio – Libanês (HSL) em, aproximadamente, 90 mil metros quadrados. Essa grande ampliação tornará a Instituição ainda mais completa e equipada para a manutenção de suas atividades hospitalares, sempre cumprindo sua missão de garantir a excelência no atendimento médio oferecido.

Na obra, está prevista a construção de três novos blocos, E, F e G, com uma quarta edificação que servirá de interligação entre os blocos F e G. Depois de pronto o número de leitos do Hospital duplicará, totalizando 700. Além das novas áreas de internação, os prédios receberão restaurantes, capela, banco de sangue, centros cirúrgicos, consultórios, unidades de terapia intensiva, laboratórios e áreas técnicas e administrativas.

"É um projeto inovador e de grande complexidade. Isso porque toda a construção será realizada mantendo o funcionamento normal do Hospital e seguindo diretrizes pré-estabelecidas de responsabilidade ambiental e social", esclarece Tadeu Figueira, Gerente de Engenharia e Obras do HSL.

A construção foi dividida em etapas e está prevista para ser entregue até julho de 2014. Todos os passos da obra estão sendo conduzidos por uma equipe mista do consórcio entre as empresas Método Engenharia e Schahin Engenharia, que estabeleceram uma parceria especificamente para a realização da construção.

"Trabalhamos no desenvolvimento de soluções para o projeto por um ano", diz Everaldo Ramalho Jr, Diretor da Método Engenharia. A obra do Hospital é uma das mais importantes no portfólio da Método e da Schahin, seja pelo desafio de construir com o Hospital em pleno funcionamento, pelas tecnologias de última geração adotadas nas soluções construtivas e, principalmente, pela importância e visibilidade do cliente no mercado. "É uma grande obra, em todos os sentidos", diz Everaldo.

A construção conta com uma equipe multiprofissional que, hoje, apresenta 35 pessoas como engenheiros, administradores, entre outros. "Esses especialistas trabalham em sinergia com a Área de Engenharia e Obras do HSL, totalizando quase 70 pessoas. Além disso, contamos com 180 trabalhadores que já iniciaram o trabalho, mas no pico da construção serão quase 800", explica Daniele Stefanini, Coordenadora de Planejamento e Controle do Consórcio.

Ainda segundo ela, a construção de um hospital apresenta diversas particularidades, que precisam ser bem planejadas e executadas. "O edifício de um hospital deve estar preparado para receber diferentes equipamentos, nas diversas especialidades médias, e toda a infraestrutura necessária à assistência ao paciente. Mais que isso, é preciso pensar além e já dimensionar espaços e áreas para novas tecnologias que, porventura, surgirão no futuro.

Outro diferencial é que um hospital nunca pode parar, precisa ser autossuficiente em situações de falta de energia ou insumos como água e gás. Por esse motivo, a obra deve ser realizada por profissionais experientes e qualificados nesse tipo de empreendimento".

Grandes desafios pela frente

Um dos pontos mais complexos da construção é erguer novos prédios, um deles sobre uma edificação já existente, mantendo o funcionamento do Hospital.

"Todo um trabalho de planejamento e reforço de estruturas foi elaborado para que possamos construir uma torre de 16 andares sobre o IEP. É uma obra de engenharia de grande porte e que precisa ser executada com grande responsabilidade a começar pela logística de chegada dos materiais para a construção, que precisa ser realizada impactando o mínimo possível a vizinhança. Além disso, duas das torres serão erguidas com estruturas metálicas, tecnologia que, apesar de mais cara, é mais fácil, ágil e limpa o processo de construção por gerar menos resíduos. Ao término da obra, o volume de ferro usado equivalerá a 3 mil toneladas. Já em concreto serão 17 mil m³, esclarece o Gerente Tadeu.

De olho no meio ambiente

Mais do que em qualquer outra área, o conceito de sustentabilidade deve fazer parte das construções de hoje. Isso porque, segundo o World Green Building Council (World GBC), entre 40% e 70% de todos os resíduos sólidos gerados em centros urbanos são provenientes desse setor. Os dados são ainda mais impressionantes: as construções consomem quase 66% das florestas, são responsáveis por 40% das emissões de gases estufa e produzem 160 toneladas de entulhos por segundo no planeta. Ciente disso, uma das maiores preocupações da Diretoria do HSL foi garantir que a obra dos novos edifícios seguisse rigorosas diretrizes ambientais. "Ambas empresas do Consórcio possuem larga experiência em empreendimentos reconhecidamente sustentáveis e com o ‘selo verde’ LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) da U.S Green Building Council, além de serem certificadas nas normas ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001. Portanto, estão comprometidas com a Qualidade, a Segurança, o Meio Ambiente e a Saúde Ocupacional de seus colaboradores", explica Tadeu.

Desde a fase de planejamento da obra foram criadas e implementadas soluções integradas e inovadoras. "Como a obra de expansão do HSL busca a certificação ambiental internacional da LEED (categoria ouro), todas as etapas do trabalho foram desenhadas para a elaboração de empreendimentos de alta perfomance, que causem menores impactos ambientais. Cada passo do processo (como a escolha do terreno, os sistemas de geração de energia alternativa, o uso dos insumos, a gestão de resíduos durante e após os trabalhos etc.) é avaliado para garantir que a obra se enquadre no perfil de construção sustentável. Em suma, o projeto tem que nascer sustentável. Mesmo sendo mais onerosos no investimento inicial, os edifícios verdes geram benefícios futuros como a economia de água, energia e gás, a coleta apropriada dos resíduos sólidos, entre outros", explica Daniele.

"Teremos um sistema de captação de águas da chuva que se unirá ao ‘esgoto’ em cinza (esgoto das pias e chuveiros) que, após tratado, será usado para a lavagem de pisos de garagens e para jardinagem, assim como para abastecer a água do sistema de ar-condicionado.

Outro ponto importante é a escolha dos fornecedores de matérias – primas feita para garantir materiais que causem o menor impacto ambiental. Ademais, durante a obra, todo o lixo segregado é removido por uma empresa especializada em reciclagem e monitoramos constantemente a qualidade do ar nos processos com equipamentos específicos", complementa Tadeu.

Respeito aos vizinhos

Como qualquer grande obra, a construção dos novos edifícios do HSL trará alguns impactos na região, como o aumento de ruídos e a intensificação do fluxo de veículos e pessoas. Contudo, após a finalização dos trabalhos, o bairro contará com uma valorização dos imóveis, maior segurança no entorno do Hospital, impulsionamento do setor de serviços, revitalização da vizinhança, além de vários benefícios ao comércio dada a maior circulação de pessoas na região.

Segundo Tadeu, para manter a população do entorno informada sobre o planejamento e andamento das obras, um cuidadoso plano de comunicação foi desenvolvido pelo consórcio e pelo HSL exclusivamente para esse público. "Foi feito um workshop de apresentação do projeto e estão sendo realizadas ações de comunicação de todos os passos da obra aos síndicos de condomínios, empresas e comércio do entorno. Além disso, investimos na comunicação semanal dos eventos relevantes da obra (grandes entregas, concretagens etc.) à vizinhança, assim como em reuniões periódicas para verificar o andamento dos trabalhos. A orientação dos funcionários e empresas prestadoras de serviço é constante com o intuito de causar o menor incômodo possível. Por exemplo, orientamos a equipe noturna a manter o máximo de silêncio, com ruídos aceitáveis apenas relacionados à descarga e movimentação de materiais. Em comum acordo com a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) buscamos ajustar a logística de trabalho para minimizar os transtornos no trânsito da região. Também mantemos um profissional treinado para prestar assistência ou tirar dúvidas em ramal exclusivo (3255-7785), mesmo no período noturno." Outras medidas que têm sido tomadas são: um programa de gestão de resíduos; a lavagem das rodas dos caminhões que têm acesso à obra para evitar excesso de poeira; um programa de gestão da qualidade do ar e o monitoramento periódico dos ruídos. "Dada a restrição municipal de circulação de caminhões e o decreto municipal do Programa Silêncio Urbano (PSIU), adequamos o serviço de carga e descarga, assim como as obras realizadas no período noturno, para que não excedessem o limite de decibéis permitido", diz o Gerente.

Hospital Sírio Libanês - Edição Novembro / Dezembro 2011

 

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