Voltar para a página inicial
Entrar em contato
 
Método na Mídia
Método investe em tecnologia BIM
01/09/2010
Método investe em tecnologia BIM

O edifício comercial Syene Corporate, localizado em Salvador, é um exemplo dos benefícios de planejamento eficiente. Desde que o projeto saiu da tela do computador em março último, as empresas responsáveis pela obra - Método, Consplan e Copasa - não precisaram interromper uma única martelada, fato pouco frequente durante qualquer tipo de construção no Brasil.

Isso foi possível com a adoção de uma ferramenta chamada Building Information Modeling (BIM), que permite reunir um conjunto de informações sobre o empreendimento e preservá-las por toda a vida útil do edifício, informa Verena Balas, superintendente de projetos e novos produtos da Matec Engenharia. " O sistema associa a geometria dos elementos construtivos (em três dimensões) a um banco de dados que armazena todos os dados relevantes de um projeto, como o orçamento da obra", informa a executiva.

Ao longo dos últimos dois anos, a Método vem implantando os conceitos da ferramenta. Para isso, investiu cerca de R$ 350 mil em softwares e treinamento dos funcionários. Segundo Joyce Paula Martin Delatorre, coordenadora do núcleo de modelagem da construtora, o instrumento foi importante para evitar o que já ocorreu antes com um empreendimento da própria empresa no qual tiveram de ser gastos R$ 700 mil com retrabalho em forros e vigas.

"Usamos internamente o BIM, na parte de custos e orçamento, como uma ferramenta de gestão do processo. Mas, se o cliente quiser, podemos ajudar a capacitar arquitetos e projetistas a entender como o projeto inteiro pode ficar integrado", conta.

"Neste caso, fizemos um modelo virtual da planta. A partir daí, conseguimos oferecer várias opções de custos dependendo do tipo de revestimento escolhido, do tamanho do pé direito e da quantidade de cimento".

Apesar de evitar encontros indesejáveis como os de encanamento e duto do ar-condicionado durante as obras, mais difíceis de serem verificados com o sistemas tradicionais, a ferramenta ainda é pouco utilizada no Brasil.

Verena conta que ainda há resistência de projetistas e arquitetos em deixar os sistemas CAD (forma de projetar as plantas pelo computador com linhas retas) para o softwares Revit e Microstation, que desenham em três dimensões: "Muitos arquitetos têm entregado os projetos em 2D e temos de modificá-los para 3D.

Todo mundo diz que é loucura ter todo esse trabalho, mas é uma garantia de que vamos detectar falhas antes de começar as obras de fato", afirma Verena, acrescentando que a companhia investiu R$ 600 mil na ferramenta.

Um exemplo da aplicação deste recurso foi a simulação pela Matec da movimentação de 408 mil metros cúbicos de terra, serviços de infraestrutura externa e de contenção na obra da Siemens, em Cabreúva (SP). Este exercício possibilitou a adoção da melhor equação entre o custo e benefício, gerando uma economia de aproximadamente R$ 1,8 milhão. Além disso, na construção do empreendimento da Porto Seguro foram usadas 30% a menos de fíbria ótica com a organização virtual do projeto.

"Por mais que tenhamos investido um valor alto em tecnologia, ele se pagou", diz Verena.

 

 Brasil Econômico


<< voltar
XY2 Agência Digital
Praça Professor José Lannes, 40 - Ed. Berrini 500 - 1º andar - Brooklin Novo - São Paulo - SP - Brasil - telefone (11) 5501-0000 fax (11) 5501-0101