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Método na Mídia
13/03/2009
Dossiê Sustentabilidade

A construção civil é responsável por cerca de 60% de todo impacto ambiental causado no planeta. Diante das circunstâncias o setor tem reagido há alguuns anos e priorizado ações que não esgotem os recursos naturais, preservando-os paras as futuras gerações. Atitudes em conjunto criaram uma cultura sustentável em muitos países como os Estados Unidos e os da Europa. Aqui no Brasil esse pensamento e conhecimento têm evoluido. Apesar de ainda estar atrasado em relação aos outros países, o Brasil se coloca em patamar avançado.

Seja para obter um diferencial como estratégia de marketing ou para agir com responsabilidade perante o meio ambiente, o Brasil evolui nesta questão e aumenta cada vez mais o número de prédios verdes. Mas o que significa construir de forma sustentável? As regras são simples e claras só nos resta conhecê-las e praticá-las num processo de reedução e transformação cultural.

Vale ressaltar que desenvolvimento sustentável não é o mesmo que ecológico. A sustentabilidade envolve três fatores fundamentais: meio ambiente, sociedade e economia. Ou seja, além de preservar o meio ambiente deve-se levar em consideração e qualidade de vida dos usuários do local e à economia que pode ser alcançada.

" Um edifício sustentável, além de economia, gera maior produtividade do funcionário" ressalta Orlando Almeida Neto, coordenador do Grupo Técnico Novos Modelos de Empreendimentos do Secovi. Para Orlando, ainda se conhece pouco sobre o tema. "Para avançarmos é preciso divulgar mais a sustentabilidade, mostrar que vale a pena. Há uma despesa inicial, mas na vida útil do edifício haverá economia", explica.

Em alguns países já estão em vigor leis que estabelecem obrigatoriedade de alguns itens referentes a sustentabilidade. " No Brasil, há várias ações isoladas, no entanto, poucas têm sido transformadas em normas, leis e regulamentos que possam ser ultilizados na fase de projeto de modo a contribuir para o desempenho ambiental do empreendimento", diz Ana Rocha, gerente de projetos da Método Engenharia. Ainda não temos regulamentações específicas porém algumas iniciativas estão tirando da disputa competitiva as construções que não aderem a essa política.

A prefeitura de São Paulo, por exemplo, está exigindo desde janeiro madeira certificada nas obras públicas. A Caixa Econômica Federal só financiará obras que utilizam madeira de origem comprovada. Em caso de irregularidades as penalizações ficam por conta do IBAMA ( Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Diante dessa situação, o mercado deve acompanhar uma tendência que veio para ficar, nuem processo de transformação cultural irreversível.

 

 

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