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Método na Mídia
Conhecimento técnico, mas humano
25/08/2008
Conhecimento técnico, mas humano


Engenheiros assistem ama peça de balé, discutem Literatura e experimentam um roteiro gastronômico internacional. A princípio pode ser difícil enxergar essas atividades como parte de um programa de estágio para Engenharia, mas é exatamente isso o que acontece na Método Engenharia.

Além de formar o lado técnico de seus estudantes, em suas respectivas áreas deformação, o estágios e preocupa também com o lado mais humanista dos estudantes, pouco explorado em cursos de Exatas.

"Nossa idéia é ir além, é formar lideres e gestores e, paraisso, é preciso formar um profissional com visão ampla. Procuramos abrir os horizontes de conhecimentos e habilidades com atividades variadas e muito planejamento", afirma o gerente de RH estratégico da Método, Roberto Mingroni.

O estágio diferenciado foi implementado em2006, eaturma deste ano conta com 20 estudantes. "A carga horária é puxada, pois, além das atividades no horário do expediente, há também outras programadas nos fins de semana, como viagens" afirma. Conciliar os horários com os compromissos da universidade, aliás,já faz parte do treinamento dos estudantes. "Temos sempre de desenvolver estratégias e fazer planejamentos detalhados nas nossas tarefas", diz o estagiário Pablo Mazotti.

Como exemplo, ele cita uma viagem que o grupo fez para visitar a Festa Literária de Paraty (Flip). "Eles nos deram uma verba, pro arquitetos e engenheiros acham que saem da universidade preparados para o mercado de trabalho, mas falta ainda desenvolver um outro lado. "Será que ele está preparado para serumgestor, um líder, um negociador?", pergunta.

O próprio Pablo revela que sentia dificuldade, por exemplo, em falar em público e realizar apresentações. "Como fazemos atividades assim constantemente, acabei desenvolvendo essas habilidades"

A TIM Brasil também apostou em seu programa de estágios, que conta com 400 estudantes em todo o Brasil Além das ações específicas do programa, o estagiário tema oportunidade de contribuir com novas idéias para a empresa.

"Na fase final do estágio, o estudante pensa, desenvolve e apresenta um projeto usando tudo o que aprendeu durante esse tempo", afirma a gerente de desenvolvimento de RH da TIM Brasil, Jane Teixeira. Os gestores elegem então os melhores de cada região e, posteriormente, o melhor entre todos, levanto em conta originalidade, criatividade e aplicabilidade. "Os eleitos passam por um treinamento de uma semana, para o desenvolvimento pessoal e profissional, além de cursos de idiomas", diz.

A analista de Marketing Renata Wunderlich foi estagiária na em-presa por oito meses e acha que o período foi de fundamental importância para sua formação. "Desde o início, tive responsabilidades e autonomia. Cheguei a fazer apresentações para diretores, além de algumas conferências, o que me fez crescer muito", revela.

Oprojeto elaborado por Renata quando ela ainda era estagiária foi selecionado e está em fase de desenvolvimento para possível implementação. "Isso acaba sendo divulgado internamente, e você acaba sendo valorizada, tendo o trabalho reconhecido." Jane ressalta que só o fato de idealizar e executar um projeto causa uma grande evolução na vida dos jovens. "Eles saem do estágio diferentes. E muito positivo."

Câmara aprova lei polêmica

A Câmara Federal aprovou no último dia 13 a nova lei do estágio, que segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O novo texto pretende substituir a atual lei, em vigor há 30 anos. Um dos pontos mais polêmicos é a ampliação dos programas de estágio para alunos dos ensinos Médio, Técnico, de educação especial e dos anos finais do Ensino Fundamental.

"Esses estágios perdem o sentido, pois não poderão sercompatibilizados como aprendizado teórico. Além disso, os estudantes dos primeiros anos do Ensino Superior vão perder oportunidades, e o valor da bolsa-auxilio poderá cair", assim a advogada Maria Lucia Puglisi.

De acordo com ela, a limitação do contrato em dois anos e diminuição da jornada de trabalho para seis horas diárias poderá prejudicar o treinamento do jovem para a função. "Os estudantes de Nível Médio regular continuarão a ser usados como mão-de-obra barata, pois a nova redação da lei não prevê nenhuma forma de controle sobre seus contratos com as empresas", ressalta.

OpresidentedaAssociaçãoBrasileira de Estágios (Abres), Seme Arone Júnior, entretanto, vê alguns pontos positivos nas mudanças propostas, como aobrigatoriedade da bolsa-auxílio e do vale-transporte, férias remuneradas e seguro devida

Mesmo assim, Arone Júnior acredita que o aumento da burocracia fará com que as vagas ofertadas pelo mercado diminuam significativamente nos próximos anos. "Os programas de estágio serão onerados, e isso desestimulará os empresários", afirma

Jornal da Tarde

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