|
Advento forma grupo para compra da Serpal
O grupo Advento, que já atua na fabricação de ar-condicionado, engenharia elétrica, hidráulica e de manutenção, comprou a construtora Serpal, empresa de 35 anos, especializada na construção de imóveis industriais e comerciais para clientes corporativos, como Bayer, Alcoa, Nivea, Natura e Rhodia.
Para viabilizar o negócio - de R$ 60 milhões - o fundo de private equity AIG Investments entrou como sócio da empresa. O aporte do fundo, que já investiu em empresas como Gol, Fertilizantes Heringer e grupo Providência, totaliza R$ 80 milhões. Os R$ 20 milhões restantes serão injetados nas demais empresas do grupo - Vecotec, Vox e Temar - nos próximos 12 meses.
"Queremos aproveitar o potencial de aumento da capacidade instalada das empresas brasileiras e entrar no segmento industrial, que não está saturado", afirma Cristiano Lauretti, diretor-geral da AIG Investments, que anunciou a captação de um novo fundo de US$ 700 milhões para investir na América Latina.
A idéia é criar uma empresa que atue no modelo de construção e engenharia "turn-key". "Teremos um modelo de negócios que oferece soluções integradas e entrega a obra completa ", afirma Juan Quirós, sócio do grupo Advento e vice-presidente da FIESP.
Outro peso-pesado entrou como sócio do negócio. O banco Credit Suisse, que assessorou o grupo na busca de investidores e na aquisição da Serpal, também passou a integrar a sociedade, mas com participação muito pequena: começa em 1%, podendo chegar a 5%, de acordo com os resultados. A nova composição societária varia de acordo com o resultado da companhia, mas a participação do empresário Juan Quirós deve ficar em 60%, do AIG Investments em 35% e do Credit Suisse, 5%. A participação do AIG Investments pode chegar a 49%.
Hoje, o volume de negócios do grupo, com a compra da Serpal, é de R$ 350 milhões. As projeções são ambiciosas. O grupo pretende fechar 2008 com volume de negócios (contratos) de R$ 580 milhões. Para o próximo ano, a expectativa é chegar a R$ 770 milhões. "Queremos abrir capital da empresa em dois ou três anos, como fizemos com Gol, Fertilizantes Heringer e Providência", diz Lauretti. No mercado de construção corporativa também atuam empresas como WTorre, Racional e Método.
|
 |