Por Daniela D'Ambrosio, de São Paulo
Não faltaram divulgação e sobrenomes de peso circulando pelos corredores do luxuoso shopping Cidade Jardim, desde a sua abertura, em maio. Dona do complexo, a incorporadora JHSF que decidiu mirar o restrito grupo de milionários brasileiros, tanto com o shopping como com condomínios de alto luxo, que levam a assinatura Fasano no interior de São Paulo e no badalado balneário de Punta Del Este alcançou resultado positivo no balanço do segundo trimestre do ano.
O lucro líquido da incorporadora cresceu 505% em comparação ao segundo trimestre de 2007, pra R$ 70,2 milhões. A receita bruta no período foi de R$ 216 milhões, crescimento de 242% sobre 2007.
A empresa, que não entregou todos os lançamentos previstos em 2007, lançou no primeiro semestre deste ano R$ 757 milhões. O valor é representado pelo Cidade Jardim Corporate Center, prédios comerciais do empreendimento onde estão o shopping e as torres residenciais. A primeira torre atingiu 92% do valor geral de vendas (VGV) lançado e a segunda, 65%.
"Postergamos o lançamento em quatro meses para aproveitar a forte demanda por escritórios e readequar o tamanho e o preço do empreendimento", disse Eduardo Camara, diretor de RI. Com isso, segundo o executivo, a empresa aumentou o VGV em mais de R$ 300 milhões, de R$ 437,5 milhões para R$ 757,5 milhões. "O sucesso de venda das torres mostrou que a decisão foi acertada."
As vendas contratadas atingiram R$ 288,9 milhões no trimestre e R$ 497,2 milhões no primeiro semestre, alta de 218% em relação a 2007. Ao final de junho, as torres residenciais do Parque Cidade Jardim estavam 87% vendidas e a Fazenda Boa Vista condomínio próximo a São Paulo, com casas de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões assinadas por arquitetos renomados estava 67% vendida. "Nossa estratégia está voltada para imóveis de uso misto, construídos em várias fases, onde é possível capturar a valorização do empreendimento em cada etapa", disse Camara.
O Shopping Cidade Jardim foi inaugurado no dia 31 de maio com 100% da área da primeira fase locada. "O desempenho das lojas ficou acima das expectativas", afirmou. A maioria das lojas, segundo o executivo, paga um aluguel variável (com um percentual sobre as vendas), além do valor fixo.
Mas ainda falta agradar os investidores. Embora o papel da JHSF seja um dos mais valorizados do setor no ano com alta de 22,75%, contra uma queda de 11,43% do Ibovespa, a ação ainda acumula queda de 13,1% desde a oferta pública inicial de ações, em abril de 2007. Nesse período, o Ibovespa subiu 20,5%. Nos últimos 12 meses, a queda da ação é de 42,1%, contra alta de 2,43% da bolsa.
O Estado de São Paulo