No semestre em que fez seu primeiro lançamento no segmento comercial, a Ezetec, reconhecida por sua atuação no setor residencial, registrou uma receita líquida de R$ 152 milhões, um crescimento de 105% em relação ao mesmo período do ano passado. Foi também nesse período que a empresa fez seu primeiro lançamento fora da capital paulista, um empreendimento residencial na cidade de Jundiaí.
No segmento residencial, o plano que começa a ser executado neste segundo semestre é disseminar a marca no interior de São Paulo. Depois de Jundiaí, a empresa vai agora para Guarulhos, Santo André e Mogi das Cruzes. O planejamento inclui ainda iniciar neste semestre o lançamento de empreendimentos voltados para o que a empresa denomina como "média baixa renda" e "baixa renda", começando pela cidade de Mogi das Cruzes.
Outro objetivo da Ezetec, é aumentar a atuação no segmento comercial. O banco de terrenos da empresa é hoje composto em 23% por áreas que serão dedicadas ao segmento comercial, focados na cidade de São Paulo. "Estamos observando outras cidades, mas não há nada planejado ainda", afirma o diretor financeiro, Emílio Fugazza.
Do restante do banco de terrenos, 48% é voltado para empreendimentos de média renda; 16% para o segmento econômico, 12%, para o médio-alto e 1% para a alta renda.
De janeiro a junho a empresa lançou seis empreendimentos com potencial de vendas de R$ 328,3 milhões, 34% mais que no mesmo período d e 2007.
Nos seis primeiros meses do ano, a empresa registrou um aumento de 93% no lucro líquido ajustado, que chegou a R$ 50,6 milhões. Considerando as despesas com o lançamento primário de ações e os ganhos financeiros relativos à venda de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepac) o lucro líquido do semestre de 2008 foi de R$ 55,5 milhões.
O Ebitda ajustado (desconsiderando a venda de Cepacs) fechou o semestre em R$ 38,2 milhões e margem de 25%.
A empresa, com 29 anos de atuação no mercado, abriu capital em 22 de junho de 2007. Captou R$ 542 milhões, sendo 68% de capital estrangeiro. Desde então suas ações se desvalorizaram 60,07%, enquanto o Ibovespa registrou alta de 0,12%. Ontem os papéis caíram 0,46%, contra queda de 3,29% do Ibovespa.
Gazeta Mercantil