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Método na Mídia
06/12/2007
Construção crescerá o dobro da riqueza - DCI

Empresas nacionais ampliam seus investimentos e buscam parcerias externas

Racional Engenharia fechou joint venture com a Prudential Real Estate Investors e a previsão é de um investimento de cerca de US$ 1 bilhão

O setor de construção civil está em franca expansão no país e os sinais são de que o próximo ano seja ainda melhor, com a expectativa desse mercado crescer o dobro do previsto para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Investimentos em todos os segmentos, alavancados por uma perspectiva positiva de crédito através do mercado de capitais, do financiamento imobiliário e da entrada de investidores estrangeiros sinalizam que do crescimento da construção civil brasileira seja de 7,9% neste ano, ante o PIB de 4,7%. Já para 2008, se o PIB aumentar 4,8%, o crescimento do setor deverá ser de 10,2%, o maior dos últimos anos, conforme o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP).

Neste cenário, a expansão do segmento industrial deve continuar sendo responsável pela atração do capital externo, por conta da alta demanda de projetos de expansão dos setores automobilístico, alimentício e químico. Para turbinar os investimentos no mercado imobiliário industrial brasileiro, no qual já atua, a Racional Engenharia fechou uma joint venture com a Prudential Real Estate Investors, braço imobiliário do fundo norte-americano Prudential, que atualmente gerencia US$ 600 bilhões em ativos, sendo US$ 40 bilhões no mercado imobiliário.

A parceria prevê o investimento de cerca de US$ 1 bilhão e tem como objetivo desenvolver centros de distribuição, edifícios para a indústria leve e parques industriais em todo o País. "Nossa intenção é triplicar a parceria, ou seja, gerar US$ 3 bilhões em ativos nos próximos dez anos. Para 2008, a estimativa é lançar R$ 100 milhões em novos projetos", comentou Érika Matsumoto, gerente sênio do Núcleo de Desenvolvimento de Negócios da Racional.

A Método Engenharia também está empolgada com este mercado e está fechando o ano com um faturamento de R$ 500 milhões este ano, crescimento de 50% em relação a 2006. "Faremos um condomínio industrial, em um terreno de 5 milhões de metros quadrados no pólo petroquímico de Camaçari, na Bahia, para oferecer a empresas que tem interesse em construir plantas sob encomenda. Já temos negociações em andamento, com uma empresa do segmento automobilístico e com uma de instalação de logística e esperamos um volume muito grande de negócios", disse Hugo Marques da rosa, presidente da Método Engenharia, que executa obras para a Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Perdigão.

No entanto, a empresa espera alcançar equilíbrio entre os segmentos industrial, comercial e residencial. "A estratégia é chegar a uma produção equilibrada de cada uma das unidades, em torno de R$ 200 milhões para cada área até 2010. Dada a dinâmica do mercado, devemos superar estes números", completou.

A Método atende Bradesco, HSBC, Santander, Unibanco, Lojas Americanas, Adidas e Burger King. "Estamos criando uma nova unidade de energia, voltada à construção de usinas de etanol, com a expectativa de fechar três contratos este ano", afirmou o empresário.

Mercado de capitais

A abertura de capital continuou impulsionando o setor de construção, especialmente entre as empresas voltadas ao mercado imobiliário residencial. Este ano, 12 empresas da construção ingressaram no mercado aberto em 2007, captando R$ 8 bilhões até outubro apenas no lançamento de suas ações, sem contar as captações realizadas pelas demais ao longo do ano.

Uma das 23 companhias listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a Tecnisa faz uma avaliação positiva do instrumento como forma de alavancagem. A empresa abriu capital em fevereiro e captou R$ 800 milhões. "Nosso número de lançamentos saltou de R$ 250 milhões para R$ 1 bilhão em 2007. Em 2008, devemos chegar a R$ 1,2 bilhões, com grande possibilidade de revisão para cima e vamos crescer de forma orgânica e inorgânica, com aquisição de terrenos, com parcerias de construtoras", revelou Romeu Busarello, diretor de marketing da Tecnisa.

No entanto, a empresa não tem obtido bom desempenho na negociação dos seus papéis. "Não entregamos o número de lançamentos prometido no primeiro trimestre e o mercado nos penalizou", comentou. Atualmente, a Tecnisa está em 12 capitais e atua nos segmentos residenciais de baixo, médio e alto padrão, com participação de 10%, 60% e 30%, espera ganhar mercados com a ascensão da classe média. "Se fala muito no déficit habitacional, mas é um mercado com rendimento extremamente apertado. Já o mercado da classe média e alta é interessante, pois tem um alto potencial para mudança de residência com um padrão maior", comentou.

No setor comercial, a empresa está de olho no mercado de profissionais autônomos. "Fizemos um lançamento que vendeu todas as unidades em 48 horas".

DCI


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