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Método na Mídia
21/02/2007
Jones Lang e Método miram em shoppings e distribuição - DCI

As empresas do setor imobiliário estão voltando suas atenções para os shoppings centers. A Jones Lang LaSalle, uma das líderes mundiais em consultoria imobiliária e gerenciamento de investimentos, quer ampliar sua atuação no setor de shopping center brasileiro. A empresa está se associando a um fundo norte-americano e um europeu para comprar shopping center pouco rentáveis, melhorá-los, e depois vendê-los. Quatro shopping centers, todos fora do Estado de São Paulo, estão sendo analisados e, em 2008, as negociações devem ser concluídas.

A Método Engenharia também resolveu enfocar seus esforços nos centros de compras. A construtora acaba de criar uma unidade de negócios voltada para três setores do comércio: shopping centers, centros de distribuição e supermercados. Atualmente a empresa está participando de concorrências de três grandes empreendedores em shoppings: Multiplan, Iguatemi e Grupo Victor Malzoni. Em 2006, a Unidade de Negócios Indústria e Comércio era responsável pelas contas da área. A empresa desfez o antigo núcleo para enfocar de forma mais eficiente o segmento comercial.

A atuação da Jones Lang LaSalle, na área de shoppings, sempre se resumiu à administração dos empreendimentos, mas no Brasil a empresa conta com um portfólio pequeno: D&D Shopping, Shopping Vitrine Iguatemi e a Daslu, todos na capital paulista.

Helmut Fladt, diretor nacional da Jones Lang LaSalle no Brasil, afirma que a empresa se associará a investidores estrangeiros com os quais a companhia já mantém parceria em outros ramos de atuação, mas não revela quem são. A empresa é uma das maiores administradoras terceirizadas de shopping centers nos Estados Unidos, onde possui cerca de 50 centros de compras em seu portfólio, além de contratos existentes na Europa, na Ásia e na Oceania.

"Também queremos expandir no Brasil o gerenciamento de shoppings centers, mas muitos deles têm gestão própria e esta cultura está estabelecida aqui. Com a entrada de investidores estrangeiros, muitos shoppings mudarão de mãos. Nessa fase, acredito que será possível expandir nosso trabalho de gerenciamento", diz Fladt.

O executivo afirma que, com a entrada de novos investidores nos centros de compras brasileiros, a profissionalização da gestão dos centros comerciais terá de ser mais transparente tanto para o lojista como para o investidor. No Rio de Janeiro, por exemplo, os lojistas de shoppings têm sofrido com a falta de transparências em relação aos custos dos centros de compras.

Segundo Cláudio Gordilho, presidente da Associação das Empresas Lojistas em Shopping Centers do Estado do Rio de Janeiro (Aloserj), a descrição das despesas dos shopping centers não é totalmente detalhada. Além disso, os condomínios vêm sofrendo reajustes anuais acima da inflação.

"O custo operacional dos shoppings também é alto devido ao tipo de construção. Nos Estados Unidos, por exemplo, grande parte dos centros de compras são abertos, sem ar-condicionado e sem escada rolante", diz Fladt.

Para Luiz Antônio Maria, diretor da Unidade de Negócios Comércio da Método Engenharia, o conceito de lifestyle center, ou seja, shopping aberto com luz e ventilação naturais, ainda não está nos planos das novas construções e revitalizações dos centros de compras brasileiros.

"O preço do terreno é muito alto, principalmente nas grades cidades. Isto exige que os shoppings sejam construídos em espaços menores, mas com mais andares", diz Luiz. Ele lembra que no interior dos estados os terrenos são mais baratos e, portanto, comportam shopping centers horizontais.

Segundo dados da Associação Brasileira de Lojista de Shopping (Alshop), nos próximos quatro anos cerca de R$6 bilhões serão investidos na construção de 89 novos shoppings, envolvendo capital nacional e estrangeiro. Desse total, 61 estão com as obras em andamento e 28 se encontram em fase de projeto. Atualmente há 622 shopping centers no Brasil. A entrada destes investidores deve atrair novas marcas para o País.

"Os investidores estrangeiros têm acordos operacionais com as marcas que atuam nos shopping centers deles. Um dos seus objetivos é expandir essas marcas", afirma Fladt. O Brasil é o sexto País do mundo em número de centros comerciais e seu mercado é considerado mais desenvolvido que o da argentina, Rússia e China. "Atualmente, os empreendedores em shopping centers têm se preocupado com questões ligadas à natureza. Reciclagem de água da chuva, por exemplo, é um dos itens das novas construções", afirma Luiz.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Shopping Center (Abrasce), nas expansões, em média, os centros de compra estão ganhando 6,7 mil metros quadrados de área bruta alocável (ABL).

DCI


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