Os planos audaciosos de crescimento de varejistas no País com Wal-Mart, que prevê 28 novas lojas e investimento de R$850 milhões, e Lojas Americanas, com meta de inaugurar 40 lojas em expansão neste ano, não estimulam apenas a indústria fornecedora de produtos e itens de loja, mas também estão mexendo com o foco de empresas de outros setores, como construção.
"Wal-Mart, Extra (Grupo Pão de Açúcar) e Carrefour têm bons planos de expansão. O setor de shopping center também está em crescimento, com a injeção de capital de fundos de investimento nacionais e estratégicos e aquisição de empreendimentos", destaca Luiz Antônio Maria, diretor da unidade Comércio da Método Engenharia. "Além disso, há potencial no segmento de logística, com estoques de mercadorias cada vez mais concentrados nos centros de distribuição", afirma.
Depois de formatar sua administração em unidades de negócios, a Método vem reajustando sua segmentação conforme a demanda identificada entre o mercado e as diretorias de área.
Tratadas como um só segmento, Indústria e Comércio ganham agora coordenações distintas, já que a segunda vem suprimindo a primeira. Além disso, assumiu a liderança na receita da companhia, antes comandadas pelas obras de hotéis e edifícios corporativos. "No ano passado, a unidade de indústria e comércio fez uma produção da ordem de R$125 milhões", conta Luiz Antônio Maria. No portfólio da empresa, estão a sede do Wal-Mart, em Alphaville, uma unidade do Extra e um centro de distribuição de Carrefour.
Paralelamente, a Método também se especializou em retrofit (reforma e modernização) de prédios comerciais. Em 2006, fechou contrato com a Atento para transformar uma fábrica de café em um call center para 3 mil posições de trabalho. "A sede do Wal-Mart também foi adaptada, bem como um edifício comprado pelo Santander", destaca.
A empresa tem contratos tem contratos em aberto com o Banco Safra, para quem constrói um hangar no Aeroporto Internacional de São Paulo e tem participado de licitações no mercado de shoppings, como o processo aberto pelo Shopping Iguatemi, em São Paulo, e o Barra Shopping, no Rio de Janeiro, para expansão da área de vendas.
A dedicação ao ramo não é justificado apenas em seu potencial, mas também nos resultados que gera. No ano passado, a unidade indústria e comércio representou 45% da receita da construtora, destacando-se como principal alavanca no faturamento da empresa. "Não tivemos obras industriais nesse período, então dá para dimensionar a importância da construção no comércio", pondera o diretor. "A tendência é sermos cada vez mais competitivos com uma unidade de negócios exclusiva à cada setor".
Gazeta Mercantil